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domingo, 12 de outubro de 2008

Correr Descalço

Foto da Revista "ISTO É", em matéria da qual participamos.
Eu corro descalço desde 1987. Até então, aos trinta anos de idade, eu levava um vida sedentária, meio boêmio, roqueiro e violeiro, sem nunca ter praticado nenhuma atividade física regular. Pesando cerca de 18 quilos mais que hoje, mantinha um nível de pressão arterial e de glicose sempre elevados.

Porém, em março de 1987, quando houve a mudança da moeda brasileira que extinguiu o Cruzeiro e adotou o Cruzado, o Departamento responsável pela conversão do Sistema de Contabilidade da empresa onde eu trabalhava em Belo Horizonte, entrou em colapso. Praticamente sozinho no meio do furacão, eu quase pirei. Foi tanta pressão que eu comecei a ter sintomas meio preocupantes em relação a aspectos cardiológicos e neurológicos. Pra me recuperar, os médicos da empresa me impuseram um severo regime de atividade física aeróbica. Foi quando tomei gosto pelas corridas!

Logo nas primeiras semanas de corrida eu deixei de usar tênis, por comodidade - pra não ter que lavá-los diariamente, pois o campo de futebol onde eu corria era de terra batida e muito poeirento. Daí, eu pensei: lavar o pé é mais fácil que lavar os tênis!


Ao longo dos anos preservei o hábito porque descobri que minha performance correndo descalço era cerca de 15% maior, tanto em termos de resistência quanto em velocidade. Hoje uso tênis eventualmente, apenas quando vou correr em pista muito aquecida pelo sol ou com pedregulhos. Contudo, apesar das críticas que sofri, sobretudo no começo, prefiro correr com meus pés no chão.   



Nós nascemos descalços


Todavia, a despeito de toda a polêmica sobre essa prática, a  minha convicção é 
que a condição normal do ser humano, tanto para correr quanto para andar, é descalço, pois só assim os mecanismos biológicos que formam o nosso sistema de locomoção podem funcionar naturalmente, livres da interferência de acessórios artificiais.
Participação na 15ª Meia Maratona
Internacional de Brasília - Abr/2014

Felizmente, esse entendimento não é mais uma exceção. Hoje em dia existem legiões de adeptos no mundo inteiro, além de profissionais médicos e fisioterapeutas que reconhecem as vantagens da corrida naturista.


Ora, não poderia ser diferente! A estrutura ortopédica e funcional do nosso sistema de locomoção se desenvolveu e se aperfeiçoou ao longo de milhões de anos, formando um conjunto mecânico perfeito! Seria muita ousadia acreditar que a indústria de calçados, por mais evoluída tecnologicamente que seja, pudesse ter desenvolvido produtos capazes de competir, melhorar ou, muito menos, superar a perfeição do conjunto ortopédico natural do ser humano.


Por outro lado, por mais que os calçados sejam necessários e convenientes à proteção dos pés, não deixam de ser acessórios artificiais que, de alguma forma, interferem na altura da pisada e nas dimensões naturais do passo, afetando a forma de andar de cada pessoa. Em razão disso, uma vez que o calçado não é parte integrante do nosso mecanismo locomotor original, acabam por interceder negativamente em todo o sistema, seja nos músculos, seja nas demais estruturas do corpo, sobretudo na coluna vertebral, que é a estrutura mestra a sustentar o corpo.


Portanto, por mais que os fabricantes desenvolvam tênis especializados e tentem vender a ideia de que seus produtos diminuem o impacto, aumentam o impulso, etc, etc, na verdade eles estão apenas correndo atrás do prejuízo, buscando amenizar os danos impostos pelo uso desse calçado.


Por essas e outras razões, ainda que muitos profissionais médicos e ortopedistas defendam o contrário, eu não vejo qualquer risco em correr ou andar descalço, além de pedrinhas, espinhos, cacos de vidro ou pavimentação muito aquecida pelo sol, que podem muito facilmente ser evitadas.

Participação na Meia Maratona
Internacional do Rio de Janeiro - Jul/2014


Pé no chão não faz mal


Acredito que o senso comum, segundo o qual o uso de tênis é indispensável, sobretudo nos esportes, é resultado de uma ação de marketing muito intensa, que vem há décadas convencendo a opinião pública e a comunidade médica, mas a a real motivação é vender tênis e sustentar o bilionário mercado calçadista ao redor do mundo.


No entanto, não vejo razão para preocupação em relação a efeitos nocivos decorrentes da prática de corridas descalço. Pelo contrário, eu me arriscaria a sugerir que eventuais problema de coluna podem ser, no mínimo, amenizados com caminhadas e corridas descalço. Não só pelo reforço e condicionamento dos músculos que auxiliam a estrutura óssea na sustentação do corpo, mas também pelo fato de que esse tipo de atividade não impõe nenhum esforço extra de adaptação para compensar a alteração provocada pela sola e pelo salto do calçado.


É comum me perguntarem sobre como e quando começar essa prática. Embora não haja segredo algum, eu recomendo começar aos poucos, primeiro pela grama, areia ou terra batida e, em poucos dias, pode enfrentar pistas de cimento ou asfalto, numa boa. Essa prática gradativa visa muito mais a uma adaptação psicológica do que a um condicionamento da sola do pé, que, por natureza, já tem um couro muito resistente. Entretanto, se você tiver uma pisada torcida ou deslizante, isso poderá causar bolhas e deve ser corrigido.


Às mulheres, obviamente, vale alertar que a limpeza do pé e das unhas ficará um pouco mais trabalhosa. Porém, a pele da sola do pé permanecerá lisa e macia ao tato.



É importante também observar que as pistas molhadas deixam a pele fragilizada, pois a umidade amolece e deixa o tecido mais flácido e mais vulnerável. Por isso, até mesmo quando for correr depois de ter passado um longo período de tempo calçado e com o pé suado, é melhor dar um tempo para secar a sola dos pés.



PESQUISA:


I - Tênis: Pesquisas e Desenvolvimento nos anos 90.

Nos anos 90 a Nike e Adidas, as duas maiores fabricantes mundiais de tênis buscavam, simultaneamente, desenvolver o melhor tênis para corrida. Porém ambas adotaram enfoques divergentes nos respectivos projetos:

1. A Nike apostou na tese de que o tênis deveria exercer uma função ativa em relação à performance do atleta. Assim, investiu em dispositivos que absorvessem o impacto do pé ao tocar o piso e que, em seguida, oferecesse uma propulsão suplementar à passada, impulsionando o corpo do atleta.

2. Por outro lado, os engenheiros da Adidas acreditavam que o tênis deveria oferecer unicamente a proteção e segurança necessárias à planta dos pés e, sobretudo, conforto e, nessa linha, buscou-se desenvolver um tênis que provocasse a menor interferência possível no funcionamento natural do pé e das articulações, permitindo que o atleta se submetesse exclusivamente aos efeitos naturais decorrentes da concepção anatômica original do corpo.

Ambas as empresas investiram milhões de dólares e recrutaram os melhores profissionais das mais diversas áreas, dentre os quais renomados engenheiros de produtos, engenheiros de materiais, médicos, fisioterapeutas, dentre outros, todos dedicados à pesquisa tecnológica, testaram seus produtos acompanhando a evolução e o comportamento de dezenas de atletas em todo o mundo, ao longo de vários anos.

Segundo a reportagem do "Discovery Channel" que documentou as pesquisas, levada ao ar naquela ocasião, as diferenças de performance entre os atletas que usavam tênis Nike e os que usavam tênis Adidas, medida ao longo de três olimpíadas consecutivas, foi insignificante. Contudo, no cômputo geral de medalhas, houve pequena vantagem dos atletas patrocinados pela Adidas, que apostou na segunda tese.

Esse resultado sustenta uma dedução lógica, segundo a qual, por mais tecnologia que possa apresentar, o tênis não oferece nenhuma vantagem prática à performance do atleta. Portanto, na escolha do modelo de tênis ideal, procure apenas aquele que ofereça boa proteção aos pés, com conforto. No máximo, busque modelos que ofereçam uma adequação às peculiaridades anatômicas da pisada de cada um.


II - Atletismo: Fatos relacionados:
Abebe Bikila: O maior maratonista
de todos os tempos.

1) Abebe Bikila, reconhecido como o maior maratonista de todos os tempos, "o vingador etíope", venceu as Olimpíadas de 1960, em Roma, correndo descalço como sempre fazia. Contratado por patrocinadores e fabricantes de artigos esportivos passou a treinar usando tênis e, apesar de vencer em Tóquio quatro anos depois, se tornando o primeiro atleta da história a vencer duas maratonas, teve a performance comprometida, a partir de então, devido a desgastes nas articulações e uma fissura na perna direita que muitos teóricos associam à tentativa de adaptação ao tênis. Na sua terceira participação olímpica, (México/1968), foi forçado a abandonar a prova no quilômetro 17, por causa de danos nas articulações, teoricamente provocadas pelo desalinhamento ortopédico decorrente do uso de tênis.

2) Serafim Martins, atleta caparicano (da Costa da Caparica), foi campeão nacional olímpico em 1913 e, nesse mesmo ano, venceu no Velódromo de Palhavã as provas de 5.000 metros e de 10.000 metros. No ano seguinte, venceu da Maratona de 42.800 metros, em Lisboa. Apesar de insistentes apelos de patrocinadores realizou todas essas provas correndo descalço.


III - Frases e Teses:

"Não estamos dizendo para as pessoas correrem descalças. O que quero dizer é que nenhuma sola especial controla o impacto, porque não são inteligentes como a sola do pé".
(Alberto Carlos Amadio, Pós-doutorado e Livre Docente em Biomecânica e Educação Física da USP, após concluir pesquisa na qual estudou as quatro principais marcas de tênis do mercado (Nike, Asics, Topper e Rainha) e não identificar nenhuma vantagem em relação ao rendimento do atleta, tampouco à saúde do pé).

"O pé é anatomicamente adaptado para andar e para correr descalço. O tênis, assim como qualquer outro acessório ou, até mesmo, prótese, requer adaptação para ser utilizado sem prejuízo à saúde".
(Dra. Mariana Ferreira, pesquisadora autora de estudos sobre a anatomia e saúde do pé (Universidade Estadual de Santa Catarina).

"Muitas dessas propagandas são enganosas. Algumas marcas chegam a anunciar simultaneamente o máximo de absorção de impacto e de propulsão. Acontece que são conceitos físicos antagônicos, ou seja, se houver o máximo de absorção não há propulsão".
(Júlio Cerca Serrão, pesquisador do laboratório e professor da Escola de Educação Física e Esportes, da USP, sobre a publicidade de tênis. Veja também: Desafie Seu Limite e CNPq).

"O aumento de altura dos calcanhares e da planta dos pés (decorrente do uso de calçados) provoca instabilidade e modificações no padrão normal de caminhar"
(H. H.Marrifield, da Texas Tech University, após pesquisa realizada em 1971).

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Veja Matéria sobre o assunto publicada pela Revista ISTO É: Clique AQUI.
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Marcio Almeida é Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas, MBA em Gestão Governamental e Ciência Política, Especialista em Informática, Especialista em Direito Administrativo Disciplinar, ex Diretor de Auditoria Legislativa e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal Brasileira, Diplomado da Escola Superior de Guerra, M∴M∴, Escritor, Músico Amador, Meio-Maratonista, pesquisador autodidata em Nutrologia e Nutrição Esportiva, História e Sociologia.

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Almeida, Marcio (marciocc@gmail.com)

quarta-feira, 26 de março de 2008

Como se manter magro.

O documentário "A verdade sobre o que você come - Como se manter magro", produzido pelo canal GNT em 2008 mostrou, de forma muito clara e didática, seis fundamentos que levam à perda de peso sem qualquer dieta! O que mais me impressionou no programa e que me leva a registrar aqui seus principais pontos é o fato de que, ao contrário do que se costuma ver por aí, as constatações apresentadas foram resultantes de experiências e pesquisas muito consistentes e tecnicamente respaldadas, aplicadas em dezenas de voluntários e colaboradores, utilizando-se de métodos muito objetivos.

Para demonstrar os resultados e efeitos provenientes do estudo, o programa convidou um casal, ambos com obesidade mórbida, ou seja, numa fase em que perder peso é algo extremamente difícil e, por já terem experimentado inutilmente todas as dietas conhecidas, não mais acreditavam em nenhuma delas.


Durante dezoito semanas esse casal concordou apenas em aceitar os preceitos desses fundamentos e tentar, na medido do possível, adotá-los, sem nenhuma dieta. Assim, no final do período, acabaram perdendo em média 1 kg por semana cada um.


Sumariamente, os fundamentos são os seguintes:


1) O que você engorda em excesso é proporcional ao que você come em excesso:


Justificativa: Diagnósticos individuais do tipo "metabolismo lento", "hiper absorção intestinal de gorduras", "alta capacidade de conversão de carboidratos", "estado psicológico alterado", assim como quaisquer outros argumentos de natureza fisiológica ou psicológica são meras falácias.


Metodologia: Utilizando-se de um composto de isótopos não radioativos que é tomado pelos voluntários, os cientistas conseguem monitorar matemáticamente a equação que relaciona as as calorias ingeridas, consumidas e expelidas por cada um e chega-se à conclusão de que quem engordou mais no período, comeu mais calorias na mesma proporção.




2) Quanto mais comida você põe a seu dispor, mais você come.


Justificativa: Hábitos do tipo cozinhar além do que se vai comer e, sobretudo encher um grande prato uma única ou, no máximo, duas vezes, além da falsa comodidade e além de não ser elegante, induz a pessoa a comer até 45% mais. O ideal seria colocar porções minimas e se servir várias vezes.


Metodologia: Durante a apresentação de um filme, distribuíram sacos de pipocas de dois tamanhos diferentes aos expectadores voluntários. Os que receberam sacos maiores comeram em média 45% mais do que os que receberam sacos menores. Outra pesquisa revela resultado semelhante entre pessoas que recebem grandes pratos fartos e pessoas que recebem pratos com pequenas quantidades.




3) Comer enquanto se distrai te leva a comer mais.


Justificativa: Se a pessoa não se concentra no ato de se alimentar, passa a fazê-lo instintivamente de forma mecânica e sem qualquer relação com a sua nutrição propriamente, o que pode levá-lo a comer até 100% mais do que o necessário.


Metodologia: Comparado com pessoas que se sentam exclusivamente para uma alimentação ritual, aqueles que se alimentam em estádios enquanto assitem jogos, ou em frente à televisão ou, ainda, durante uma sessão de cinema, comem em média 100% a mais.




4) Comer proteínas mantém a sensação de saciedade por mais tempo, evitando que se coma novamente no curto prazo.


Justificativa: Ao contrário dos carboidratos (açúcares e massas), que além de serem digeridos rapidamente ainda provocam mais fome devido ao aumento da produção de insulina, assim como as gorduras que também têm digestão rápida e facilmente são depositadas no tecido adiposo, as proteínas, por sua vez, demoram mais para serem digeridas, mantendo o estômago cheio por mais tempo e enganando o cérebro que demora a dar alerta de fome novamente.


Metodologia: Voluntários são alimentados com dietas cujos valores calóricos são absolutamente iguais. Porém, um primeiro grupo tem ração à base de carboidratos, o segundo de gorduras e um teceiro à base de proteínas. As pessoas que se alimentaram de proteínas permaneceram um tempo até 20% maior sem sentir fome.



5) Alimentos com grande quantidade de água demoram mais tempo para serem digeridos no estômago, mantendo-o cheio e retardando a sensação de fome.


Justificativa: Água pura pode encher o estômago, mas tem uma passagem rápida e muito pouco interfere na sensação de fome. Entretanto, se os alimentos ingeridos possuem na sua composição uma grande parte de água, que apesar de não conter nutrientes faz volume, esta mistura mantem o estômago cheio por um longo tempo enquanto é digerida, uma vez que o estômago não separa os sólidos dos líquidos antes de processá-los.


Metodologia: Pessoas que se alimentaram de sopas demoraram mais tempo a ter fome do que aquelas que comeram os mesmos alimentos e nas mesmas quantidades, porém em estado sólido.




6) O cálcio oriundo dos queijos e laticínios magros reduzem a absorção de gorduras no intestino.


Justificativa: Pesquisadores Europeus comprovaram que o cálcio dos laticínios (queijos magros e iogurtes desnatados) têm a propriedade de reduzir o nível de absorção de gorduras no intestino em até 10%.


Metodologia: Dois grupos de voluntários passaram um determinado período ingerindo dietas equivalentes em calorias. Porém um dos grupos comeu regularmente iogurtes, queijos magros e outros laticínios ricos em cálcio e o outro grupo comeu outros alimentos equivalentes mas desprovidos de cálcio. O grupo que fez uso da dieta rica em cálcio excretou, em média, 10% a mais das gorduras dos alimentos.


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Mitos nocivos:


Muitos mitos criados pela publicidade passam a incorporar as crenças populares e chegam a ser, equivocadamente, aceitos por nutrólogos, nutricionistas e endocrinologistas como benéficos em certas dietas.


1) Barras de cereais: Possuem, em média, teores calóricos em torno de 350 a 480 Kcal/100g, sendo que o açúcar puro está em torno 400 kcal/100g. Além do altíssimo teor calórico, muitas vezes disfarçado porque indica apenas a quantidade de calorias por unidade, a teor de açúcar supera à maioria dos doces mais calóricos, tais como leite condensado, doce de leite, cocada, etc...


2) Cereais matinais: Também possuem altos teores calóricos devido ao excesso de açúcar da cristalização, ou seja, cerca de 130 Kcal/100gr.


3) Azeite de Oliva: Não obstante ser um dos óleos mais saudáveis devido às suas propriedades benéficas ao sistema circulatório, tem um altíssimo teor calórico em torno de 950 Kcal/100g, assim como qualquer outro óleo vegetal ou animal. Portanto, ao ser borrifado sobre saladas, retira destas a vantagem da baixa caloria.
Os azeites denominados extra-virgens são extraídos a frio em, no máximo, oito horas após a colheita da azeitona e preservam quantidades muito maiores de nutrientes benéficos ao organismo, sobretudo o ômega-3. Contudo, se forem aquecidos a mais de 63º C perdem a maioria dessas propriedades.
Cabe lembrar ainda que, ao contrário do que alguns acreditam, o colesterol é uma gordura de natureza animal que não é encontrada em nenhum óleo vegetal. Apenas nas gorduras de origem animal.


4) Margarina: Ao contrário do que muitos acreditam, a maioria das gorduras que compõem a margarina são de origem animal e, portanto, contém colesterol.


5) Banha Vegetal: A mais nociva das gorduras e que apresenta o mais alto teor de gordura trans na sua composição é também a mais apropriada e, portanto, mais utilizada em frituras comerciais por não produzir fumaça no ambiente, por propiciar frituras de apresentação impecável e sabor muitíssimo agradável. Salvo raríssimas exceções, é o que se consome quando compram-se pastéis e batatas fritas no comércio.


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Márcio Almeida∴