segunda-feira, 15 de maio de 2017

Ilusões do "American Dream": O custo da saúde.

Como sempre, antes de conhecer, de fato, a realidade norte americana, eu tinha acumulado um sem número de elogios a respeito do maravilhoso sistema de saúde americano. Repetidamente as pessoas exaltam a qualidade do atendimento, dizendo que na eventualidade de um problema de saúde, qualquer cidadão, fosse americano ou imigrante, ilegal ou não, seria atendido imediatamente, sem sequer ser perguntado se poderia pagar pelo atendimento. Até aí, tudo bem. Nada muito diferente de qualquer país, inclusive o Brasil! Ou seja, caindo doente ou acidentado, ao serem acionado, os agentes de saúde chegam num tempo relativamente curto. Mas, ao estudar essa realidade, comecei a me deparar com peculiaridades, interessantes.
Primeiro, para que você não incorra em conta absurdamente alta, você deve chegar ao hospital e declarar que não tem renda nenhuma, alegando ser uma espécie de indigente. Você será atendido da mesma forma. Porém, ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, isso não fica de graça. O custo desse atendimento será contabilizado e uma companhia seguradora pagará integralmente pelo seu tratamento. Registre-se que talvez seja o tratamento hospitalar mais caro do mundo, mas não importa. O seguro paga. Entretanto, se algum dia você tiver alguma renda, essa seguradora poderá te acionar para receber o seu dinheiro de volta. E a legislação, o governo, o sistema judiciário, assim como a imigração, oferecem todos os meios necessários para que essa seguradora lhe arranque de volta o que pagou pra você.
Estudando um pouco mais esse sistema, constatei que, depois das empresas relacionadas ao sistema industrial bélico dos EUA, as empresas de saúde e as seguradoras são as que mais faturam em cima do cidadão, em uma espécie de "conluio" que, embora seja legal, serve para sugar os recursos financeiros da população, como eu explicarei mais adiante.
Justamente por essa razão, verificam-se situações impensáveis no Brasil, mesmo com o nosso tão mal falado sistema de saúde. Veja esse caso, por exemplo.
Um brasileiro teve um acidente e se internou com duas costelas quebradas, permanecendo no hospital por alguns dias. Ora, no Brasil é notório que, nos casos de fratura de costelas, o médico apenas receita alguns analgésico e alguns dias de repouso pra evitar muita dor do paciente e, no mais, é esperar a restauração óssea. Não há o que fazer.
Mas como esse brasileiro ainda não estava devidamente estabelecido, passou pelo tratamento e, no final, alegou que não dispunha de recursos, sendo dispensado e foi pra casa.
Todavia, algum tempo depois, ele constitui uma empresa e passou a ter um bom faturamento. Não demorou muito para que a empresa de seguros de saúde lhe apresentasse uma conta de 87 mil dólares, da qual ele não teve como escapar! Uma pequena fortuna, sobretudo, se considerarmos que no Brasil esse custo seria zero.

* Marcio Almeida é Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas, Mestre em Gestão Governamental e Ciência Política, Especialista em Direito Administrativo Disciplinar, pesquisador autodidata em Sociologia, História Política e Social e Nutrologia, Meio-Maratonista, ex Diretor de Auditoria Legislativa e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal Brasileira, M∴M



sexta-feira, 12 de maio de 2017

A retórica profética de Alexandre Magno

O maior estrategista militar e maior gênio em logística da história da humanidade conquistou o maior de todos os impérios numa gestão que durou pouco mais de dez anos. Sua campanha foi repleta de mistérios, adotando táticas de liderança e de logística até hoje inéditas e pouco compreendidas.

Alexandre da Macedônia foi preparado desde a infância pelo grande filósofo grego, Aristóteles e aos 19 anos de idade herdou do pai o trono de um reino até então pouco influente e, de imediato, partiu com o propósito de unificar o mundo sob o seu comando.
Aliando diplomacia e habilidade de negociação, integrando engenharia bélica avançada com um infantaria muito bem preparada e disciplinada e uma cavalaria muito bem treinada, ele começou assumindo o comando da demais cidades-estado da Grécia para, em seguida, conquistar a arqui-inimiga Pérsia, o Egito, a Ásia e, por fim, a até então impenetrável e misteriosa Índia.

Apesar de uma estatura inferior a 1,60m, ele ficou conhecido como Alexandre Magno (O Grande), dada a sua impressionante habilidade de comando, o seu carisma e a inigualável capacidade intelectual e de negociação.

Ao contrário de algumas fontes atuais que tentam desqualificá-lo, ficaram patentes alguns de seus atributos e atitudes inusitadas, tais como o respeito pelo adversário que, mesmo depois de vencido, tendo sido feito prisioneiro de guerra ou morto em batalha, tinha sua família acolhida e protegida.

A todos os cidadãos do estado conquistado era dada a oportunidade de aderir à cidadania Greco-Macedônica, inclusive com direito a ser admitido nas colunas militares ou de logística, mantendo respeitados os seus costumes e a cultura original. 

Diferentemente de outros conquistadores, Alexandre estimulava os seus próprios soldados e membros das comitivas a adotar os costumes dos povos conquistados, como forma de unificar as culturas. Ele mesmo adotava os rituais de governo do chefe de estado deposto, se iniciava na religião local e, algumas vezes, mantinha nos cargos os agentes públicos e religiosos que lhe dedicassem fidelidade. 

Soldados eram incentivados a desposar mulheres das nações conquistadas, podendo escolher entre permanecer com estas e constituir família na região recém conquistada ou seguir levando a nova família para integrar as colunas militares em campanha.

Antes de atacar qualquer cidade ou região, embaixadores eram enviados com propostas de acordo pacífico para adesão ao seu império, com garantias de preservação de direitos de cidadania e, inclusive, oferecendo a oportunidade para que aquele governante conquistado pudesse permanecer exercendo a liderança sobre seu povo, apenas decretando uma espécie de submissão política ao império Greco-Macedônico de Alexandre. Estas propostas teriam sido aceitas por vários de seus adversários, inclusive pelo povo egípcio, que consagrou Alexandre como Faraó, tendo sido elevado à categoria de filho do deus Amon-Ha pelos sacerdotes.

Além das tropas militares, que chegavam a superar 100 mil soldados, as colunas itinerantes do seu exército eram compostas por contingentes constituídos de Engenheiros, Artífices, ferreiros, fabricantes de armas e utensílios, cervejeiros e vinicultores, músicos, construtores, fazendeiros com seus rebanhos, açougueiros, professores, veterinários, mercadores transportando suprimentos, médicos, dentistas, cartógrafos e "sábios" de todas especialidades, incluindo estudiosos da flora e da fauna e sociólogos para estudar a cultura dos outros povos. Era uma verdadeira cidade itinerante, com toda a estrutura social, industrial, comercial e familiar que se renovava. Há registros de acampamentos com mais de dez mil crianças.

Por onde passava essa gigantesca comitiva, cidades eram fundadas e permaneciam em pleno funcionamento, enviando suprimentos e recursos às colunas que seguiam adiante. Pelo menos 30 cidades denominadas Alexandria foram registradas por arqueólogos e pesquisadores de história, incluindo Alexandria do Egito, que sustentou por mais de mil anos a mais importante biblioteca e o maior centro cultural e científico da história antiga da humanidade.


Diante dessa estrutura tão complexa é impossível não se perguntar como um rapaz mal saído da adolescência, sem recursos de comunicação e sem infraestrutura mínima, conseguiu manter sob controle, ao longo de mais de dez anos, tamanho contingente com uma rotina atribulada por guerras violentas e deslocamentos permanentes?

A primeira resposta atribui tal façanha ao carisma, à inteligência e à eloquência de retórica requintada. Contudo, dois outros fatores foram fundamentais para o seu sucesso.

Um destes fatores, comum entre muitos outros líderes da história, é a chamada tática teológico-política, segundo a qual a liderança provem da vontade dos deuses e, por essa razão, é sempre acatada como um dogma inquestionável. Essa característica ele trazia do berço, quando sua mãe, Olímpia, declarou que Alexandre era filho de Zeus, o deus dos deuses, o que lhe conferia a condição de semideus e lhe credenciava ao trono herdado do pai. 

Entretanto, além disso ele alegava poderes místicos de profecia. Algumas dessas profecias não passavam de deduções óbvias ou mero objeto de retórica inteligente, iludindo as pessoas menos esclarecidas. Porém, em outras mais complexas ele adotava a técnica de afirmar que já tinha conhecimento prévio do fato, mesmo anunciando após a ocorrência do mesmo. Para isso, usava a velha tática de inventar que pessoas já falecidas ou deuses o visitavam em seus sonhos e lhe passavam todas as informações. Assim, com a argumentação de quem dominava os seguidores menos esclarecidos e supersticiosos, ele convencia a todos ser um grande profeta.

Outro fator fundamental para o seu sucesso, teria sido a sua suposta interação com entidades extraterrestres. Antes de grandes decisões ou de grandes batalhas, ele costumava se recolher sozinho em lugares secretos, de onde retornava com toda a estratégia desenhada, alegando que teria tido encontro com deuses. Supostamente esses deuses seriam extraterrestres, os mesmos que algumas vezes teriam sobrevoado os exércitos inimigos, aterrorizando-os e, com suas naves circulares e brilhantes, denominadas escudos gigantes de fogo, destruíam muralhas que seriam invencíveis com os recursos de que dispunha o exército de Alexandre.

* Marcio Almeida é Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas, MBA em Gestão Governamental e Ciência Política, Especialista em Direito Administrativo Disciplinar, pesquisador autodidata em Sociologia, História e Nutrologia, Meio-Maratonista, ex Diretor de Auditoria Legislativa e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal Brasileira, M∴M.

sexta-feira, 17 de março de 2017

A farsa das epidemias de gripe

A DINÂMICA DA TRANSMISSÃO DA GRIPE
A gripe é uma doença sazonal provocada pelo vírus Influenza. Este vírus tem a capacidade de passar por mutações a cada vez que o organismo humano desenvolve anticorpos para combatê-lo e torná-lo inativo, produzindo novas gerações geneticamente modificadas (novas cepas virais).
Por isso a sazonalidade da doença, de tal modo que os surto ocorram em regiões distintas do planeta a cada ano, prioritariamente nos períodos de inverno. Não porque o frio provoque gripe, tampouco porque a temperatura baixa seja mais apropriada ao vírus. Ao contrário, o vírus prefere ambientes quentes, razão pela qual a gripe é classificada como doença tropical - de clima quente.
A transmissão acontece mais intensamente no inverno porque nos dias frios as pessoas ficam mais juntas, confinadas em ambientes fechados, onde a pouca circulação de ar propicia a transmissão do vírus de uma pessoa para outra. Isso pode acontecer por meio de espirros, tosse ou simplesmente pela respiração ou pela fala, quando o ar pode carregar minúsculas partículas de líquido infectadas, assim como pelo contato indireto das mãos contaminadas, que podem ser levadas à boca, aos olhos ou ao nariz.
Com essa troca de hospedeiro, o vírus que estava inativo no organismo de uma pessoa, ao se instalar em outra, pode se tornar ativo, caso o sistema imunológico dessa segunda pessoa ainda não tenha desenvolvido anticorpos contra aquela cepa.
Essa dinâmica acontece entre os seres humanos há milhões de anos e não é diferente nos dias atuais, pois nenhuma medicação desenvolvida pela ciência tem efeito comprovada contra o vírus Influenza. Apenas o sistema imunológico do corpo saudável e bem nutrido é capaz de combatê-lo e inativá-lo.

TIPOS DE VÍRUS DA GRIPE
Há três tipos de vírus Influenza. O tipo C, muito pouco agressivo, capaz de causar, no máximo, sintomas sutis de resfriado que passam rapidamente. O tipo B, mais adaptado para atacar o organismo humano e o tipo A, comum em animais, embora seja provável, ainda que muito raramente, que possa ser transmitida a  humanos.

A FARSA DAS EPIDEMIAS DE GRIPE
Usando denominações que associam a gripe tipo A a animais (gripe dos porcos, gripe do frango, gripe dos répteis) como forma de aumentar a repulsa das pessoas, a grande mídia vem, sistematicamente, criando situações de terror junto à população mundial e, assim, propiciando aos governos e à indústria farmacêutica as condições ideais para a distribuição maciça de pseudo vacinas, movimentando bilhões de dólares.
Veja a sequência de reportagens a seguir e entenda:

Ano 1996:
A empresa Gilead Pharmaceutical obtém a patente do Tamiflu, anunciado como o único medicamento supostamente eficiente na prevenção da gripe, inclusive do tipo A.
Janeiro/1997:
Donald Rumsfeld, diretor e sócio da Gilead desde 1968 e amigo pessoal de George Bush (pai), é nomeado presidente dessa empresa. Em seguida, obtém um contrato com a multinacional Rosche para fabricar o Tamiflu em alta escala até 2016 (pelos vinte anos de vigência da patente), pagando à mesma 10% da receita.
Maio/1997:
A imprensa noticia a descoberta de vírus tipo A em humanos, em Hong Kong.
Dezembro/1997:
A despeito do furor do noticiário, estatísticas pouco divulgadas demonstram que apenas 18 pessoas haviam sido infectadas pela gripe tipo A no mundo, com apenas 6 mortes, enquanto a gripe comum (Tipo B) matava cerca de 500.000 pessoas a cada ano.


Janeiro/2001:
Donald Rumsfeld é nomeado Secretário de Defesa do governo George Bush (filho).
Fevereiro/2003:
O noticiário volta a aterrorizar a população, que passa a usar máscaras nas ruas e nos aeroportos e a se desinfetar freneticamente. Porém, não se dá importância às as estatísticas que confirmam apenas 2 (dois) casos de gripe tipo A em Hong Kong, onde supostamente seria o foco da pandemia.
Junho/2005:
Noticia-se a descoberta de vírus da gripa tipo A em humanos no noroeste da China e no leste da Rússia, insinuando uma suposta proliferação descontrolada do vírus por todos os recantos do planeta.
Setembro/2005:
A OMS - Organização Mundial da Saúde, em reunião em Genebra, Suíça, alerta que 7,4 bilhões de pessoas podem vir a morrer pela infecção da gripe tipo A, então denominada gripe dos porcos (registre-se que a população total do planeta é 7,5 bilhões).
Outubro/2005:
A imprensa noticia, em tom de alarme, a confirmação do primeiro caso de gripe tipo A em um papagaio, na Inglaterra.
Outubro/2005:
Com a cobertura maciça da imprensa mundial, o presidente americano, George Bush, faz uma visita à sede do Instituto Nacional de Saúde, de Maryland, onde alerta que a gripe tipo A, então denominada gripe do frango, pode matar 2.000.000 de pessoas, só nos EUA.
Novembro/2005:
Dias depois, em 02 de novembro, o próprio Bush aprova um destaque orçamentário de 7,1 Bilhões de Dólares para a prevenção e aquisição de medicamentos para a gripe tipo A, sendo 1,2 Bilhões destinados para a compra imediata de 20 milhões de doses de vacina, obviamente o Tamiflu.
Junho/2006:
A OMS considera provável que tenha havido o primeiro caso de transmissão de vírus Influenza tipo A entre humanos em Sumatra. Pouco se importou que nessa mesma ocasião, apenas 8 (oito) pessoas haviam sido contaminadas, sem nenhuma morte.
Dados estatísticos entre 2003 e 2009 (Segundo a OMS):
Número de mortes por gripe tipo A nos EUA: Zero
       => Número alardeado por Bush: 2.000.000 de pessoas
Número de mortes por gripe tipo A no mundo: 389 pessoas
       => Número alardeado pela imprensa: 7,4 Bilhões de pessoas
       => Número de mortes pela gripe comum: 500.000 pessoas
Número de mortes confirmadas por gripe tipo A no Brasil: 96 (segundo organizações privadas) e 1003 segundo o governo).
Resultados:
Supostamente cerca de 850.000.000 de doses de vacina Tamiflu são vendidas anualmente no mundo, pagas com recursos públicos, sendo que nenhuma pesquisa científica tenha comprovado qualquer eficácia da mesma. Pelo contrário, diversos efeitos colaterais vêm sendo registrados a cada ano, dentre os quais, severos efeitos neuropsicológicos, como convulsões, delírios e infecções cerebrais e até paralisia de membros,
Não obstante, lobbies das empresas Roshe e Gilead obtiveram da OMS a recomendação do Tamiflu como medicação indicada no tratamento e prevenção da gripe. Por essa razão, todos os anos os diversos governos pelo mundo afora renovam seus pedidos de milhões e milhões de doses que são aplicadas compulsivamente e sem custos para a população.
Comparando:

Doença
Nº Mortes/Ano
Gastos Públicos na prevenção
Gripe tipo A
389
U$ 25.000.000.
Gripe comum 
500.000
Zero.
Malária
2.000.000
Zero.
Diarreia
2.000.000
Zero.
Sarampo e pneumonia
10.000.000
Ínfimos.


Fontes de pesquisa:



sábado, 25 de fevereiro de 2017

Amor de Pai

O amor do Pai influencia mais os filhos do que o amor de mãe.
Esta é a constatação dos Doutores Abdul Khaleque e Ronald Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA), após a conclusão de uma pesquisa que durou meio século, na qual acompanhou e analisou mais de 10.000 pessoas, desde a infância até a idade adulta, em 36 diferentes amostras populacionais em diversas regiões do mundo.

Quando avaliaram separadamente o impacto da presença ou da ausência do amor do pai ou do amor da mãe, os pesquisadores encontraram uma diferença significativa: A influência do afastamento ou da rejeição pelo pai é significativamente maior do que a da mãe.

Isso comprova que amor de pai contribui tanto - ou até mais - para o desenvolvimento da criança quanto o amor de mãe, concluem os pesquisadores.

Algumas hipóteses tentam explicar essa diferença, alegando que possivelmente as crianças sejam mais atraídas e deem mais atenção ao pai porque este lhes parecem ter mais prestigio e mais poder interpessoal, segundo o entendimento do Dr. Rohner.

O envolvimento mais frequente do pai com atividades lúdicas, ostentando habilidades no esportes, na música ou nas atividades de lazer, inclusive a sua própria atividade profissional, quase sempre mais atraente, motivariam maior curiosidade, atratividade e até mesmo um certo fascínio aos olhos da criança, que acaba por associar o pai aos super heróis prediletos.   
Efeitos da rejeição e/ou afastamento dos pais:
Segundo o pesquisador, "crianças e adultos em todo o mundo - independentemente de diferenças de raça, cultura e gênero - tendem a responder exatamente da mesma forma quando percebem que estão sendo rejeitados ou afastados dos pais ou das pessoas que cuidam deles".

Nesses casos, as crianças sentem-se mais ansiosas e inseguras, e desenvolvem maior hostilidade e agressividade em relação às outras pessoas. Quando se tornam adultas, elas têm dificuldade em estabelecer relacionamentos firmes e de confiança com seus parceiros.

Estudos envolvendo neuroimagens mostram que a rejeição ativa as mesmas partes do cérebro que a dor física. "Contudo, ao contrário da dor física, as pessoas podem reviver psicologicamente a dor emocional da rejeição por anos a fio," disse o pesquisador.

"Nenhuma outro tipo de experiências provoca efeito tão severo e tão consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento quanto a experiência da rejeição ou do afastamento do convívio com os pais na infância", conclui o pesquisador.

Tradução e resumo de Science Daily: A father's love is one ofthe greatest influences onpersonality development
Co-Autor e Responsável pela apresentação da Pesquisa: Ronald P. Rohner (Curriculum)

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Nheengatu

Você sabia que o Brasil possui um idioma genuinamente nacional?

O NHEENGATU (Língua Boa, do Tupi-Guarani), surgiu entre os séculos XVII e XIX, como resultado de mistura do Português com as línguas e dialetos faladas pelos caboclos, indígenas e escravos africanos.
Por um longo período foi a língua mais falada na região costeira brasileira, desde o Norte, Nordeste e toda a costa leste, até o extremo sul do país.
Na primeira metade do século XVII o idioma foi organizado pelos padres Jesuítas, que adotaram a estrutura gramatical do Português, com o vocabulário predominante do Tupi-Guarani.

Nos séculos XVIII e XIX o Nheengatu expandiu-se por toda a Amazônia, desde o Acre até o Pará e Maranhão, inclusive partes da Colômbia, Bolívia e Venezuela, chegando a ser mais falada do que o Português em muitas regiões, quando passou a ser reconhecida como a Língua Geral Amazônica.
Atualmente, continua a ser falada por até 30% das populações de algumas dessas áreas, especialmente na região da bacia do Rio Negro. É o idioma oficial da cidade de São Gabriel da Cachoeira.

Palavras derivadas do Nheengatu.
Milhares de palavras derivadas do Nheengatu foram incorporadas ao vocabulário Português contemporâneo, sendo que a maioria sofreu adaptações e alterações de pronúncia e sotaques. Porém, há centenas de palavras originais preservadas com a pronúncia original ou com pouquíssimas variações. Veja alguns exemplos:
Amapá: árvore da família das apocináceas.
Amanda: chuva.
Amanauara: deusa da chuva
Abaeté: pessoa boa, pessoa honrada.
Açaí: yasaí - fruta que chora.
Capim: caapii - mato fino - folha delgada
Canoa: embarcação a remo esculpida no tronco de uma árvore;.
Caboclo: kariboka - procedente do branco - mestiço
Caá: mato - folha.
Pira: cortador
Caipira: Termo derivado da fusão de Caá + Pira (Cortador de mato).
Araxá: lugar alto onde primeiro se avista o sol .
Ubá: canoa
Mandioca: aipim, macaxeira.
Macaúba: ma'ká ï'ba - árvore da macaba (Coco do sertão)
Jaçanã: ave que possui as patas sob a forma de nadadeiras.
Paca, Tatu, Cutia, Caititu, Arara, Jaguatirica: Animais da flora silvestre brasileira.
Pororoca: Onda fluvial
Pipoca: Milho estourado na fogueira
Nhenhenhém: falação, falar muito, tagarelice.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Ilusões do "American Dream": A qualidade da saúde.

Fui para os EUA com o propósito de aprimorar o Inglês e, em seguida, cursar um MBA. Mas a sucessão de decepções foi tamanha que eu acabei abortando o plano menos de um ano depois e resolvi registrar alguns desses desencantos.  
Pra descrever as desilusões relacionadas ao sistema de saúde, eu apenas vou narrar um episódio pelo qual passei.
Primeiro, a causa: eu estava em um programa de atividade física intensa, me preparando para duas corridas de rua e duas meias maratonas no Brasil. Por isso, havia passado vários dias me alimentando à base de 90% de proteínas. Isso não teria qualquer consequência se eu não tivesse me entusiasmado e passado da conta numa certa corrida, após uma noite mal dormida - um pequeno descuido que se tornou uma extravagância.
Nesse dia, à noite, eu senti enjoo e náuseas e, em seguida, tonturas e sensação de taquicardia. Vale registrar que, por causa de várias ocorrências de infarto na minha família, eu morro de medo de sintomas que possam ensejar qualquer semelhança com problemas cardiovasculares. Por isso, me tornei extremamente cauteloso e me cuido muito, fazendo um rigoroso controle com exames regulares e sistemáticos há mais de vinte anos. Mas, naquele dia, diante dos sintomas, tratei logo de chamar a ambulância.
De início, já tive a primeira impressão negativa: demoraram mais de uma hora pra chegar. Se eu, de fato, tivesse sofrido um infarto severo, não teriam chegado a tempo.
Junto com a ambulância vem uma viatura policial com três agentes. Embora isso seja rotina por lá, eu não vejo a menor necessidade, a não ser aumentar o custo do atendimento. Sem contar o comportamento truculento desses agentes, desrespeitando, inclusive, o estado de saúde do doente, que me causou ainda mais desconforto e constrangimento. 
Assim que o paramédico me fez os primeiros atendimentos, eu aleguei que estava bem e que podia andar até a ambulância. Ele disse que tudo bem, e começamos a caminhar rumo à porta, com ele  me segurando pelo braço pra me apoiar. De repente entrou uma policial aos berros, uma negra enorme, me apontando na cara e me obrigando a deitar na maca. Eu tentei explicar que não era necessário, mas ela se exaltou tanto que eu tive medo de apanhar ou ser preso e deitei, calado.
O atendimento no hospital ainda me reservava mais surpresas negativas e preocupantes. Primeiro, fui atendido por um auxiliar de enfermagem que fez algumas perguntas de rotina e anotou algumas coisas. Depois veio um enfermeiro que me fez uma série de exames, dando pouca importância para o que eu, de fato, tinha sentido. Eu acompanhei atentamente os exames, olhando os monitores dos aparelhos e perguntei o que significava cada informação indicada. Ao saber que meu nível de glicose tinha indicado 62 mg, eu imediatamente comentei com ele que estava claro qual teria sido o meu problema: HIPOGLICEMIA! E, nesse mesmo momento, eu já deduzi a causa, ou seja, a rotina alimentar das ultimas semanas, associada ao esforço da corrida longa.
Logo em seguida entrou o médico e, assim como eu fiz com os dois profissionais que o antecederam, tratei de alertar para o fator genético que me coloca no grupo de risco de doenças cardiovasculares, devido às alta incidência na família. Estranhamente ele não deu importância e não deu papo. Tive a nítida impressão de que os funcionários do hospital não se falam entre si e, também, que não se importam com o que o paciente tem a dizer, tampouco se interessam em avaliar os reais sintomas que o doente sentiu.
A minha maior surpresa veio em seguida, quando o médico simplesmente preencheu um extenso formulário, com uma série de pedidos de novos exames e novas consultas, já indicando a clínica e o laboratório que eu devia procurar, para tratamento de (pasmem!...) ESTÔMAGO! Ora, eu não tinha nenhum sintoma que indicasse doenças gástricas. Se ele seduziu isso pelo simples fato de eu ter sentido náuseas, foi uma ingerência precipitada, se não estúpida. E, ainda, me encaminhar para um intenso e caríssimo tratamento equivocado, dessa maneira, pra mim foi uma baita irresponsabilidade técnica e profissional. 
Sem acreditar no diagnóstico dele, eu ainda perguntei para um amigo, funcionário do hospital que, nesse momento me acompanhava na sala de exames:
- Ele está dizendo isso mesmo? Que eu tenho problemas de estômago?
Decepcionado e, ao mesmo tempo assutado com o risco a que eu me expus, caso eu, de fato, tivesse sofrido um infarto, fui pra casa. E, conferindo a literatura médica pela internet, pude constatar que quando o nível de glicose cai abaixo de 65, a pessoa terá tonturas e náuseas. Se cair abaixo de 60 mg, poderá desfalecer, ter taquicardia e até desmaiar. Nada que uma taça de sorvete ou um copo de água com açúcar não resolvesse.
Todavia, se eu tivesse sofrido um infarto grave, igualmente teria sido encaminhado pra casa, levando o pacote de pedido de exames de estômago e poderia ter vindo a óbito, sem que médico, sequer, tomasse conhecimento do meu real problema. 
Por outro lado, caso eu fosse um paciente ingênuo, desses que seguem religiosamente as "ordens" médicas, teria embarcado numa dívida monstruosa em exames e novas consultas com especialistas em uma doença que eu jamais tive.
Nota: Naquele atendimento foi realizado um eletrocardiograma. Porém, este exame é inconclusivo e pode indicar normalidade, mesmo após um infarto severo. Em pacientes com fatores de risco, requer-se um "diagnóstico enzimático", que sequer foi cogitado.

* Marcio Almeida é Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas, Mestre em Gestão Governamental e Ciência Política, Especialista em Direito Administrativo Disciplinar, pesquisador autodidata em Sociologia, História Política e Social e Nutrologia, Meio-Maratonista, ex Diretor de Auditoria Legislativa e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal Brasileira, M∴M



Leia também:
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sábado, 14 de janeiro de 2017

Ilusões do "American Dream": A gratuidade da saúde.

Fui para os EUA com o propósito de aprimorar o Inglês e, em seguida, cursar um MBA. Mas a sucessão de desapontamentos foi tamanha que eu acabei abortando o plano menos de um ano depois e resolvi registrar alguns desses desencantos.  
Como sempre, antes de conhecer, de fato, a realidade norte americana, eu tinha acumulado um sem número de elogios a respeito do maravilhoso sistema de saúde americano. Repetidamente as pessoas exaltam a qualidade do atendimento, dizendo que na eventualidade de um problema de saúde, qualquer cidadão, fosse americano ou imigrante, ilegal ou não, seria atendido imediatamente, sem sequer ser perguntado se poderia pagar pelo atendimento. Até aí, tudo bem. Nada muito diferente de qualquer país, inclusive o Brasil! Ou seja, caindo doente ou acidentado, ao serem acionado, os agentes de saúde chegam num tempo relativamente curto. Mas, ao estudar essa realidade, comecei a me deparar com peculiaridades, interessantes.
Primeiro, para que você não incorra em conta absurdamente alta, você deve chegar ao hospital e declarar que não tem renda nenhuma, alegando ser uma espécie de indigente. Você será atendido da mesma forma. Porém, ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, isso não fica de graça. O custo desse atendimento será contabilizado e uma companhia seguradora pagará integralmente pelo seu tratamento. Registre-se que talvez seja o tratamento hospitalar mais caro do mundo, mas não importa. O seguro paga. Entretanto, se algum dia você tiver alguma renda, essa seguradora poderá te acionar para receber o seu dinheiro de volta. E a legislação, o governo, o sistema judiciário, assim como a imigração, oferecem todos os meios necessários para que essa seguradora lhe arranque de volta o que pagou pra você.
Estudando um pouco mais esse sistema, constatei que, depois das empresas relacionadas ao sistema industrial bélico dos EUA, as empresas de saúde e as seguradoras são as que mais faturam em cima do cidadão, em uma espécie de "conluio" que, embora seja legal, serve para sugar os recursos financeiros da população, como eu explicarei mais adiante.
Justamente por essa razão, verificam-se situações impensáveis no Brasil, mesmo com o nosso tão mal falado sistema de saúde. Veja esse caso, por exemplo.
Um brasileiro teve um acidente e se internou com duas costelas quebradas, permanecendo no hospital por alguns dias. Ora, no Brasil é notório que, nos casos de fratura de costelas, o médico apenas receita alguns analgésico e alguns dias de repouso pra evitar muita dor do paciente e, no mais, é esperar a restauração óssea. Não há o que fazer.
Mas como esse brasileiro ainda não estava devidamente estabelecido, passou pelo tratamento e, no final, alegou que não dispunha de recursos, sendo dispensado e foi pra casa.
Todavia, algum tempo depois, ele constitui uma empresa e passou a ter um bom faturamento. Não demorou muito para que a empresa de seguros de saúde lhe apresentasse uma conta de 87 mil dólares, da qual ele não teve como escapar! Uma pequena fortuna, sobretudo, se considerarmos que no Brasil esse custo seria zero.

* Marcio Almeida é Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas, Mestre em Gestão Governamental e Ciência Política, Especialista em Direito Administrativo Disciplinar, pesquisador autodidata em Sociologia, História Política e Social e Nutrologia, Meio-Maratonista, ex Diretor de Auditoria Legislativa e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal Brasileira, M∴M

Leia também:
1) A Qualidade da Saúde.
2) .