terça-feira, 20 de junho de 2017

Maravilhas do Rock'n Roll - Anos 60/70: "Love Hurts"

Entre 1975 e 76, eu morava numa pensão na rua Guajajaras, esquina com São Paulo, em BH, juntamente com meus irmãos Thomé (Jader) e Aluísio, o meu primo Fernando Almeida, além do Geraldo Cesar Bontempo, o Luiz Carlos Ferreira e o João Pancada (filho do Neném do Salate) e mais uns doidos de Astolfo Dutra e Conselheiro Lafaiete.
Os Donos da Pensão eram uma família de refugiados portugueses, vindos de Angola para o Brasil, fugidos da guerra civil naquele país. Não me lembro os nomes deles, mas sei que o Luiz Ferreira apelidou a moça, filha da dona, de Genezinha 😀 e me lembro também que a gente gostava muito da comida, porque tinha azeite de oliva de verdade na mesa 😀 - eram portugueses, né!
Um dia o Aluísio, meu irmão, chegou na pensão trazendo uma fita K-7 com a música "Love Hurts", da banda escocesa Nazareth. A gente não tinha toca-fitas e não conhecíamos a música ainda, mas ele não se cansava de repetir que era a música mais linda que já tinha sido lançada no mundo!
No primeiro sábado seguinte, fomos para um boteco na esquina da Araguari com Goitacazes, onde a gente sabia que tinha toca-fitas e o dono colocava nossas fitas pra tocar.
Passamos a tarde inteira bebendo cerveja e ouvindo essa música. De vez em quando o dono do buteco colocava outra música, pra dar uma pausa, mas logo a gente estava lá, enchendo o saco dele pra voltar a repetir "Love Hurts" 😁
No final da tarde, a gente já tava chamando urubu de "meu loiro", quando o Fernando, muito criativamente, inventou a brincadeira de "peneirar copos", que consistia no seguinte: colocávamos vários copos cheios de cerveja na mesa, depois começava-se um vira-vira. Mas cada copo que era esvaziado no glut-glut, era atirado (peneirado) no asfalto, rua abaixo.
O objetivo era ver quem peneirava mais copos e quem fazia os cacos esparramarem mais no asfalto.
Coisas de estudantes adolescentes!!!
...
Hoje vi, na TL do Geraldo Magela, essa espetacular interpretação de "Love Hurts" com a cantora tcheca Gabriela Gunčíková, que me fez lembrar disso tudo, me fez sentir uma saudade imensa do meu irmão Aluísio, que nos deixou há 10 anos, e me emocionou.

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