sábado, 6 de novembro de 2010

A Família Caetano de Almeida: Origens e História.


O sobrenome Caetano de Almeida, por ser composto por dois nomes distintos, permite ter sua linhagem de descendência rastreada com maior precisão, uma vez que a partir da junção dos dois nomes, ocorrida por volta do século XIV em uma região localizada no centro-leste de Portugal, esta denominação permaneceu como a identidade de sucessivas famílias até os dias atuais.

Por outro lado, se analisarmos as circunstâncias pelas quais estes dois nomes se fundiram num único sobrenome composto, conclui-se que seria improvável que outra família, em outra região e em época diferente tivesse repetido a junção destes dois sobrenomes ao acaso.


Conforme veremos a seguir, cada um destes dois nomes individualmente têm histórias e origens próprias e são provenientes de regiões e épocas diferentes na Europa medieval. Da mesma forma, a unificação dos dois sobrenomes têm razões históricas e regionais.




Caetano: Origem


O nome Caetano originou-se de "gaetano" que identificava as pessoas vindas da região de Gaeta, localizada ao sul de Roma, onde hoje se situa a cidade que preserva este mesmo nome.

O Nobiliário Espanhol, um dos registros heráldicos mais respeitados da Europa, sediado em Madrid, Espanha, destaca à página 276, a pesquisa de Julio Atienza, datada de 1959, que assim descreve a origem da família Caetano:


"Linhagem italiana de reconhecida fidalguia oriunda de Roma, onde suas famílias gozaram de todos os privilégios devidos aos fidalgos. Através dos séculos suas ramificações se estenderam por muitas cidades da Itália e da Europa tendo chegado à Península Ibérica na época da retomada do controle muçulmano sobre a região, estabelecendo-se principalmente nas cidades do levante. O sobrenome é encontrado em países da América, para onde começaram a migrar desde o século XVII, gerando novos e notáveis castelos de nobres e onde, assim como na Europa, muitos de seus membros se distinguiram no desempenho de importantes cargos públicos e campanhas militares.


Don Gregório Caetano Nerina, natural de Bruxelas, Don Gregório Caetano e Caetano, natural de Nápoles e Don Francisco Caetano e Caetano, Duque de San Marcos, natural de Palermo, ingressaram na Ordem de Santiago de Compostela em 1619, 1621 e 1666, respectivamente.

Escudo de Armas: Duas faixas azuis onduladas sobre um campo dourado."



Almeida: Origem


Como se sabe, a Península Ibérica, hoje constituída por Portugal e Espanha, esteve sob o domínio Árabe entre os anos 711 e 1492 dC. Foi justamente nesse período que uma região localizada a leste de Portugal, na fronteira com a Espanha, passou a ser conhecida como "al maida", que no idioma árabe significa "a mesa", numa alusão à topografia plana do lugar. Adapatada à linguagem lusitana, a denominação da região tornou-se Almeida que, embora grafada em português, o sotaque local preserva a pronúncia tal como "almaida", ainda nos dias atuais. Veja imagens de Almeida AQUI.

O Nobiliário Espanhol, acima citado, registra em sua página 114, a seguinte história do nome Almeida:

"Nobre linhagem de origem portuguesa. Tem como tronco original Egas Munhoz, criado e camareiro do Rei Don Alonso Enriques e conquistador da região de Almeida, cuja sede da comarca, de mesmo nome, fora fundada por Don Fernando Canelas entre os anos de 1223 e 1245. Ao dominar e conquistar a cidade, Egas Munhoz decidiu adotar Almeida como sobrenome de família. Essa linhagem cruzou-se com outras linhagens descendentes da Real Casa Portuguesa e se espalhou pela Espanha, Brasil e Chile.

Don Juan de Almeida ingressou na ordem de Santiago em 1525 e Don Luís de Almeida foi criado Conde de Abrantes no século XII por Don Alfonso II de Portugal.

Escudo e Armas: Uma cruz dupla dourada sobre um campo vermelho. Em cada um dos seis espaços entre os braços da cruz, uma esfera dourada. Todo o desenho encerrado em uma moldura dourada."

Caetano de Almeida: Origem


A partir do século XV a Península Ibérica entrou em franco crescimento econômico e social, impulsionada pela expansão comercial e pelas grandes expedições que conquistaram e exploraram ricas regiões na Ásia, África e América, tornando-se o principal pólo de desenvolvimento no mundo, enquanto a Itália permaneceu por vários séculos em plena estagnação econômica. Essa conjuntura provocou a migração de italianos para diversas regiões da Europa, inclusive para a Península Ibérica, de modo que famílias originárias de Gaeta, vieram a se estabelecer na região de Almeida, em Portugal.

Brasão das Famílias Caetano e Almeida,originário da Europa Medieval.
Naquela época era comum se atribuir apelidos alusivos à região ou local de origem das pessoas. Essa prática é uma tradição latina conhecida como denominação toponímica, por meio da qual a identificação pessoal ou a qualificação do indivíduo, referindo-se ao nome do seu local de origem, acabava se tornando sobrenomes familiares; por exemplo: "Manuel Castilho", "Antônio de Pádua", "Joaquim de Lisboa", além de outros sobrenomes compostos, como "Ferreira Guimarães", "Bermudo de Andrade", etc.

Assim, aquelas pessoas originárias de Gaeta, estabelecidas na região de Almeida passaram a ser identificadas como "gaetanos de Almeida" e, ao longo do tempo seus descendentes migraram para outras regiões de Portugal, assim como para colônias portuguesas em outros continentes, preservando essa denominação.






Ascensão à Política e à Nobreza


A ascensão econômica e a prosperidade de Portugal, especialmente por causa dos grandes descobrimentos e o conseqüente acúmulo de riquezas ao longo dos séculos XVI e XVII, propiciou a ascensão de ramos descendentes de famílias Caetano de Almeida, chegando alguns a ocupar altos cargos políticos na corte portuguesa e nos governos de colônias nas Índias, conforme veremos os exemplos a seguir.

Dom Luís Caetano de Almeida –Nascido em outubro de 1708, na cidade de Pangim, localizada na Índia, quando do domínio português, e falecido em 30 de março de 1743. Ainda muito jovem foi governador de diversas províncias do domínio colonial português nas Índias e, em seguida, ocupou o cargo de Vice-Rei do Estado Português Indiano, entre 1742 e 1744.

Dom Luís Caetano de Castro e Almeida Pimentel de Sequeira e Abreu –Nascido em 25 de outubro de 1841, em Nova Goa, na Índia portuguesa. A data de seu falecimento está omitida nos registros pesquisados. Foi o Primeiro Conde de Nova Goa, comendador da ordem de Cristo, governador da praça e cidade de Damão e coronel do exército da Índia, além de outros cargos nobres da coroa portuguesa. Possuía o título de Cavaleiro de Malta e era bacharel em direito, formado pela Universidade de Coimbra.


Registros da Família no Brasil


Além dos diversos destinos onde se registram sobrenomes Caetano de Almeida pelos vários continentes, no Brasil há ocorrência de clãs muito antigos estabelecidos em várias regiões. Há notícias de famílias com esse sobrenome desde Pernambuco até o Rio Grande do Sul, passando pela Bahia, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e São Paulo, onde se destaca, por exemplo, o famoso artista plástico Caetano de Almeida, atualmente residente em Paris.

Em Recife, Pernambuco, nasceu Manoel Caetano de Almeida e Albuquerque em 11 de novembro de 1753, vindo a falecer em 14 de novembro de 1844. Era Bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, ocupou os cargos de Juiz de Fora, corregedor da Ilha da Madeira, desembargador de Relações da Bahia, Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Deputado Geral (1823-1823, 1826-1828) e Senador do Império do Brasil entre 1828 e 1844.
Cenário típico do Século XVII no interior de Minas Gerais.

Por razões óbvias supõe-se que o ramo da família atualmente existente no estado da Bahia, incluindo vários nomes nascidos e residentes no sul do estado, sejam descendentes de Manoel Caetano de Almeida Albuquerque.

Contudo, o foco desta pesquisa se concentra na linhagem de Caetanos de Almeida radicada inicialmente no centro-sul de Minas Gerais e que veio a se deslocar posteriormente para o oeste do Estado, de cuja descendência originou-se a família de Esequias Caetano de Almeida, nascido na cidade de Carmo do Paranaíba, MG, Brasil.

Embora ainda não tenha sido estabelecida a vinculação parental direta ou indireta com o ramo da família de Esequias, é importante registrar os nomes de pelo menos dois personagens de sobrenomes coincidentes que foram contemporâneos e regionalmente próximos aos ancestrais do mesmo, cuja importância histórica os coloca em destaque nacional.

O primeiro foi Batista Caetano de Almeida, nascido em São João Del Rei no final dos anos 1700 ou início dos anos 1800. Foi deputado da Assembléia Legislativa pelo Partido Liberal no período de 1830-1838. Eleito para um segundo mandato, faleceu antes de tomar posse, em 1839. Fundou o jornal liberal a "Typographia do Astro de Minas" em 1827, que publicou a primeira carta aos cidadãos liberais de Minas. Fundou também a Sociedade Phylopolytechnica, cuja missão era a implantação de um projeto civilizador para o Brasil, tendo como paradigma a oferta de educação e de leitura à sociedade. Tal projeto culminou na fundação, em São João Del Rei, da primeira biblioteca pública do país, que hoje leva seu nome.

Nesta mesma família registra-se também o nome de Caetano José Furquim de Almeida, irmão mais novo de Batista Caetano de Almeida, que foi seu guardião, protetor e orientador em face da perda precoce dos pais.

Caetano José Furquim de Almeida nasceu em 11 de novembro de 1816, em Camanducaia, MG, vindo a falecer em 21 de março de 1879. Era um advogado destacado, bacharel em 1838 pela Faculdade de Direito de São Paulo. Além de banqueiro, foi o mais destacado empresário industrial de sua época. Dotado de um especial caráter visionário e empreendedor, foi o responsável direto pelo desenvolvimento dos transportes por linha férrea no país, integrando os estados do Rio, Minas e São Paulo. Ao longo de várias décadas foi o maior exportador de café do Brasil. Excessivamente pacato e modesto, recusou importantes cargos no governo, como o de Ministro da Fazenda. Doou o terreno e instalações para o Colégio de freiras Congregação dos Santos Anjos, de Vassouras. Era irmão gêmeo de José Caetano de Almeida e do Dr. Francisco de Assis Furquim de Almeida.




A Linhagem de Esequias Caetano de Almeida

Origem


Com relação à linhagem da família que veio a se estabelecer na região de Carmo do Paranaíba, MG, da qual nasceu Esequias Caetano de Almeida, esta foi determinada a partir de pesquisa realizada pelo Historiador Hélio Rezende com base em documentos oficiais e bibliografias diversas, tendo sido consolidada por Fernando Vieira Coutinho.
O rastreamento da citada pesquisa estabelece vínculo direto de Esequias com seus antepassados até o seu tataravô, mapeando, portanto, até a sua quinta geração ancestral, a partir da qual descreveremos a seguir, em ordem cronológica.
Segundo o citado estudo esta quinta geração ancestral foi constituída por João Afonso de Almeida e Ana Francisca Novais, que viveram na cidade de Bonfim, MG, na segunda metade dos anos 1700, não tendo sido levantadas, ainda, informações sobre o local de seu nascimento.
Deste matrimônio, por volta de 1780 nasceu, na mesma cidade de Bonfim, MG, Manoel Caetano de Almeida, que viria a se casar com Vitória Maria da Silva. O referido casamento, não se sabe se teria sido realizado em Bonfim ou em Lagoa da Prata, MG, para onde o casal teria se transferido.
Cabe ressaltar que, muito embora não tenham sido mapeados vínculos parentais entre Manoel Caetano de Almeida e Batista Caetano de Almeida, referido no título anterior, há uma série de coincidências muito interessantes que merecem ser consideradas.
A cidade de Bonfim, onde nasceu Manoel Caetano de Almeida, está localizada a cerca de 90 km de São João Del Rei, onde nasceu Batista Caetano de Almeida, sendo que ambos nasceram por volta do final dos anos 1700. Portanto, além da coincidência de ambos os componentes do sobrenome composto (Caetano de Almeida), ainda há a coincidência de datas e a proximidade geográfica, fatores estes que se constituem em fortes indícios de que ambos tenham relações próximas de parentesco.
Manoel Caetano de Almeida veio a ser ordenado pelo Governante da Capitania das Minas Gerais com a patente do Império Português de "Alferes", título que passa a incorporar o respectivo nome.

Nota: Inicialmente, na colônia do Brasil, os postos de Capitão (de Companhia), Alferes, Sargento e Cabo eram providos por eleição, até que o Alvará Régio de 18/out/1709 acabou com esse processo, transferindo para o Governador e Capitão General (da Capitania), essas escolhas e nomeações, para evitar as freqüentes fraudes e as lutas entre as oligarquias locais pelo poder.

A hierarquia dos postos militares, dentro de uma Companhia de Ordenanças, do posto mais alto para o mais baixo, é mostrada no quadro abaixo.

HIERARQUIA DOS POSTOS DENTRO DE UMA COMPANHIA
HIERARQUIA 
POSTO 
Capitão (de Companhia) 
Alferes 
Sargento 
Cabo
Soldado 




A Família do Alferes Manoel Caetano de Almeida


O registro histórico do Alferes Manoel Caetano de Almeida constitui-se no seu testamento, conforme abaixo transcrito:

"Ampliação de Santo Antônio do Monte, Termo de Tamanduá, em 12 de março de 1840, aberto em 11 de abril de 1840.

"Eu, alferes Manoel Caetano de Almeida, estando em estado de enfermidade, porém em meu perfeito estado de juízo e entendimento, faço este meu testamento e disposição de última vontade pela maneira e forma seguinte:

Declaro que sou cidadão brasileiro e professo a Religião do Império na qual pretendo viver, morrer e salvar minha alma. Declaro que sou natural da nova freguesia de Bonfim, Comarca de Ouro Preto, filho legítimo de João Afonso de Almeida e Ana Francisca Novais, ambos falecidos. Declaro que sou casado na igreja com Dona Vitória Maria da Silva, de cujo matrimônio temos sete filhos, dos quais um falecido e deixo dois filhos menores.

Nomeio para testamenteiros em primeiro lugar a Joaquim Caetano de Novais, em segundo lugar José Caetano de Almeida e em terceiro lugar a Francisco Honório de Almeida (...)".

Segundo este mesmo documento o Alferes Manoel Caetano de Almeida e D. Vitória Maria da Silva deixaram os seguintes descendentes:

1º.  Ana Luíza de Almeida, casada com Severino Mendes de Carvalho;
2º. Francisca Caetana de São Camilo, casada com Inácio Mendes de Carvalho;
3º. Maria Vitória de Almeida, casada com Francisco Antônio de Oliveira;
4º. Rosa de Almeida, casada com Serafim Mendonça Ribeiro;
5º. Ajudante Joaquim Caetano de Novais (casado);
6º. Alferes José Caetano de Almeida, casado com Francisca Esméria dos Santos;
7º. Capitão Manoel Caetano de Almeida, falecido, que fora casado com Rosa E. Francisca do Carmo.

Cabe aqui ressaltar que os dois primeiros genros do Alferes Manoel Caetano, os referidos Severino Mendes de Carvalho e Inácio Mendes de Carvalho, eram ambos filhos do capitão Francisco Mendes de Carvalho (1764-1843), um dos desbravadores pioneiros a quem se atribui a fundação da cidade de Rio Paranaíba, bem como o impulso para o desenvolvimento da região que deu origem à cidade de Carmo do Paranaíba.

No mesmo citado livro de Silvério Rocha encontram-se os registros sobre as descendências de dois dos filhos de do Alferes Manoel Caetano de Almeida, quais sejam, o também Alferes José Caetano de Almeida (6º filho) e Capitão Manoel Caetano de Almeida (7º filho), as quais apresentamos a seguir, embora o 6º filho não tenha vínculo de ascendência com Esequias Caetano de Almeida, objeto da presente pesquisa, uma vez que este é descendente direto do 7º filho.
O Alferes Manoel Caetano de Almeida deixou um testamento, contido no livro "Lagoa da Prata, Retiro do Pântano", de Silvério Rocha de Oliveira, sintetizado abaixo por Fernando Vieira.




O Alferes José Caetano de Almeida

(6º filho do Alferes Manoel Caetano de Almeida)


O Alferes José Caetano de Almeida foi vereador da Câmara Municipal de Santo Antônio do Monte, tendo também contribuído decisivamente para a constituição do núcleo político e social que deu a origem à cidade de Rio Paranaíba, conforme veremos.

Então conhecido como São Francisco das Chagas de Campo Grande, este foi o primeiro povoado politicamente constituído ao longo do sertão que outrora separava Araxá e Paracatu.

Cenário rural típico do interior de Minas Gerias no séc. XVII. 
Em 16 de abril de 1823 o Capitão Francisco Mendes de Carvalho, comandante do lugar, juntamente com vários homens de destaque da região e vizinhanças, dentre os quais o Alferes José Caetano de Almeida, assinaram um ofício destinado ao Imperador Dom Pedro II, requerendo a elevação daquele povoado à categoria de Freguesia, o que correpondia à criação de uma paróquia, com prerrogativas para a realização de sacramentos religiosos e atos civis.

O Alferes José Caetano de Almeida veio a falecer em 1873, deixando bens de raiz em suas propriedades, as Fazendas "Retiro" e "Pântano de Cima", além da viúva Dona Francisca Esméria dos Santos e dos seguintes filhos:

1º. José Caetano de Almeida (filho), 35 anos, casado, nascido assim em 1838;
2º. Joaquim Caetano de Almeida, 33 anos, casado, nascido assim em 1840;
3º. Ana Francisca de Almeida, casada com João Antônio de Oliveira;
4º. Francisco Caetano de Almeida, 25 anos, casado, nascido assim em 1848;
5º. Maria Esméria, 20 anos, casada com Francisco Dias, nascida assim em 1853;
6º. Cândido de Almeida, 14 anos, solteiro, nascido assim em 1859;
7º. Manoel Caetano de Almeida (neto), 11 anos, solteiro, nascido assim em 1862

Também registra-se nessa linhagem descendente do 4º filho do Alferes José Caetano de Almeida, Francisco Caetano de Almeida que, tendo sido casado com Maria Silvana do Carmo; veio a falecer em 27/03/1901 deixando os seguintes filhos:

1º. Clodomiro Caetano de Almeida, casado;
2º. Maria, casada com Antônio Vidal;
3º. Eudoxia, 14 anos;
4º. Alzira, 12 anos;
5º. Claudemiro;
6º. Alvina.


O Capitão Manoel Caetano de Almeida

(7º filho do Alferes Manoel Caetano de Almeida)



Levando o mesmo nome do pai, porém tendo alçado patente superior o Capitão Manoel Caetano de Almeida foi casado com Rosa E. Francisca do Carmo, com quem teve 3 filhos.

O registro dessa descendência provém de um testamento escrito em 1840, quando o Capitão já havia falecido, em data precisamente ainda não conhecida, sendo os filhos:
1º. Joaquim Caetano de Almeida, 20 anos, solteiro, nascido assim em 1820;
2º. José Caetano de Almeida (sobrinho), 18 anos, solteiro, nascido assim em 1822;
3º. Belarmino Caetano de Almeida, 16 anos, solteiro, nascido assim em 1824.


José Caetano de Almeida (Sobrinho)

(2º filho do Capitão Manoel Caetano de Almeida)


A descendência de José Caetano de Almeida, 2º filho do Capitão Manoel Caetano de Almeida e Maria Leonor de Jesus viveram na localidade então denominada Pântano e mais tarde nomeada como Lagoa da Prata, apesar de um dos filhos, Eduardo José de Almeida, ser natural de Esteio, distrito de Dores do Indaiá. Ao falecer em 1892, José Caetano deixou os seguintes bens:
Fazenda com casa de morar coberta de telha, curral e paiol = 500$000;
• 7 alqueires de cultura no Catingueiro = 245$000;
• 50 alqueires de campo no Catingueiro = 250$000
• 50 alqueires de campos e cerrados = 250$000;
• Móveis, tear e utensílios


Deixou também os seguintes herdeiros:
1º. Maria do Carmo de Jesus, casada com Manuel P. da Silva;
2º. Manoel Caetano de Almeida (terreno do Catingueiro);
3º. Ana Maria de São José, casada com Galvino Francisco Xavier;
4º. Leonor Maria de Jesus, casada com Daniel José de Castro;
5º. José Caetano de Almeida;
6º. Rodolfo José de Almeida
     (legado o sítio, campo, cerrados co Catingueiro);
7º. Eduardo José de Almeida
     (legado o sítio, campo, cerrados co Catingueiro);
8º. Francisco Alexandrino de Almeida;
9º. Antônio Caetano de Almeida;
10º. Alexandrina Maria de São José, casada com Manoel Felipe de Mesquita.



Sobre esse ramo da família, Fernando Vieira escreve:
"Eduardo José de Almeida teve um filho que viria se tornar um renomado historiador mineiro: Waldemar de Almeida Barbosa, primo em terceiro grau de Ezequias Caetano de Almeida. Talvez os primos nem tenham se conhecido.
Abaixo apresento trechos sobre a família de Waldemar, extraídos do livro "Waldemar de Almeida Barbosa, O Historiador", de Ozório Couto, publicado em homenagem ao centenário deste grande personagem de Minas.
"O pequeno Waldemar nasceu no dia 23 de outubro de 1907, na cidade de Dores do Indaiá, uma das mais mineiras regiões do Estado, a do Alto do São Francisco, bem no Centro-Oeste. A casa de seus pais situava-se na então Rua 15 de Novembro (a Rua 15), hoje Avenida Francisco Campos. Filho de Eduardo José de Almeida, natural de Esteio, distrito de Dores, e de Honorina de Almeida Barbosa, do então Distrito de Onça do Pitangui, Pitangui; o quarto filho desse casal deixou a casa e a cidade muito alegres com o seu nascimento, e mal sabiam todos que ele seria um expoente da mais fina educação. Uma família tradicional e ilustre que deixou o nobre menino à vontade diante da sociedade que despontava a sua frente, referente à erudição, infelizmente, para poucos.
"...Devemos registrar que o primeiro casamento civil realizado nas Dores do Indaiá foi o dos pais de Waldemar, Eduardo e Honorina. O mestre acompanhou seus ascendentes no pioneirismo, inclusive seus avós."
"Casamento realizado no dia 21 de junho de 1891. Honorina nasceu em Onça de Pitangui no dia 1º de junho de 1867, e morreu em Dores do Indaiá no dia 25/12/1961. O major Eduardo José nasceu em Esteios, Distrito de Dores do Indaiá, no dia 31/01/1860, e morreu em Dores no dia 17/09/1922. Tinham 11 filhos: Pedro, José, Miguel, Eduardo, Vicente, Maria Leonor, Genoveva, Otávio, Lu;is, Waldemar e Honorina, nascidos em Dores do Indaiá."
Waldemar celebrou "...Casamento com a meiga Alda Carneiro, com que flertara há muito tempo e tinha um respeito profundo que durou para o resto da vida" "...a data do casório foi em 31/12/1931" "Tiveram dois filhos: João Bosco e Maria Claret".
"Há muitos casos pitorescos do professor Waldemar de Almeida Barbosa, de cor branca, cabelos louros, olhos azuis, 1,68 metros de altura, nariz grosso, rosto oval, boca normal e sem sinais particulares".
Entretanto, a linhagem ascendente de Esequias Caetano, que é objeto principal do presente estudo, provém do primeiro filho do Capitão Manoel Caetano de Almeida, Joaquim Caetano de Almeida, que se transfere para a região de Carmo do Paranaíba, constituindo um novo ramo da família, , conforme veremos em seguida.

A Transferência para a região de Carmo do Paranaíba, MG


Conforme observa Fernando Vieira, por meio da pesquisa baseada em registros de Bonfim, Lagoa da Prata ou de Santo Antônio do Monte não foi possível identificar o nome da futura esposa de Joaquim Caetano de Almeida, acima referido como filho do Capitão Manoel Caetano de Almeida, nem tampouco registro de seu falecimento.
Entretanto, investigações de Hélio Rezende nos registros oficiais da cidade de Carmo do Paranaíba, MG, identificam Joaquim Caetano de Almeida, nascido em 1820 na cidade de Santo Antônio do Monte, casado com Justa Maximiana de Jesus, cujo pai era natural de Dores do Indaiá, tendo ambos constituído família e vindo a falecer na região de Carmo do Paranaíba. Dessa forma estabelece-se o vínculo inconteste que permite prosseguir seqüenciando a linhagem descendente a partir destes registros.
Ou seja, a partir de um certo momento não mais se registram fatos relativos a Joaquim Caetano de Almeida em sua região de origem e, coincidentemente, constata-se a existência de pessoa de mesmo nome, mesma ano de nascimento e mesma origem, residindo na cidade de Carmo do Paranaíba. Isto permite afirmar com total segurança que se trata do mesmo Joaquim Caetano de Almeida, sobretudo porque a população de Lagoa da Prata e de Santo Antônio do Monte à época era bastante reduzida, o que torna improvável tratar-se de pessoas distintas.

Protagonismo na Fundação da Cidade de Carmo do Paranaíba, MG


Os pioneiros que desbravaram a região onde atualmente se localiza a cidade de Carmo do Paranaíba e circunvizinhanças foram ancestrais da família Mendes de Carvalho que, incialmente, estabeleceram-se na região com o propósito de explorar a mineração, ocupando as terras que deram origem ao povoado denominado São Francisco das Chagas de Campo Grande, o qual em 1924 passa a ser oficialmente conhecido como sede da comarca de Rio Paranaíba. Embora haja registros da existência de mineração e comércio de escravos na região remanescentes ao ano de 1628, a destruição e perda de documentos nos cartórios de Carmo do Paranaíba comprometeram a história dos fatos mais remotos.
No entanto, registros civis e de batismo datados da década de 1820 dão conta de que os Mendes de Carvalho foram os precursora do desenvolvimento daquela região. Isso é confirmado por documentos oficiais, datados de 1853, segundo os quais "em São Francisco das Chagas havia uma fábrica de ferro pertencente ao cabo Francisco Mendes de Carvalho, com 4 escravos para o trabalho" (Vargas, 1995, pp. 31/34/103).
Impulsionado pela prosperidade dos negócios na região, que estimulam a expansão da atividade econômica e o deslocamento de fazendeiros e mineradores no início do século XIX, surge a cerca de 20 quilômetros ao norte, em terras de propriedade do capitão Francisco Antônio de Moraes, o núcleo populacional que daria origem à cidade de Carmo do Paranaíba. Por volta da década de 1830, com o apoio do amigo Elias de Deus Vieira, o capitão Francisco Antônio de Moraes constituiu ali a freguesia do "Arraial Novo do Carmo", que mais tarde, após a construção da primeira capela dedicada a Nossa Senhora do Carmo, passou a ser chamada de "Arraial Novo de Nossa Senhora do Carmo da Ponte de Terra", conforme veremos em maiores detalhes abaixo, em trechos transcritos do livro de Waldemar de Almeida Barbosa.
Este curto histórico sobre o pioneirismo dos Mendes de Carvalho tem o propósito de registrar a influência dessa família no desenvolvimento da região, uma vez que foram os fundadores da cidade de Rio Paranaíba e, por conseqüência, também influenciaram de forma decisiva no surgimento da cidade de Carmo do Paranaíba. De acordo com o historiador carmense, Hélio Rezende, o Capitão Francisco Mendes de Carvalho (1764-1843) foi o pioneiro e maior empreendedor da região.
Além da participação do Alferes José Caetano de Almeida na fundação da Freguesia de São Francisco da Chagas, atual Rio Paranaíba, conforme visto acima, em razão de vínculos matrimoniais com a família de Francisco Mendes de Carvalho, os Caetano de Almeida, que se estabeleceram inicialmente naquela Freguesia, ainda nos primórdios de sua povoação, também vieram a ter importante participaçãono desenvolvimento da região de Carmo do Paranaíba, conforme veremos a seguir.
Supostamente no final da década de 1830, Joaquim Caetano de Almeida (1820-1894), filho mais velho do Capitão Manoel Caetano de Almeida, veio a fixar residência nas proximidades do "Arraial Novo" (Carmo do Paranaíba), conforme visto acima, onde se ocupava de atividades agrícolas, contribuindo no suprimento do novo povoado. Ali criou quatorze filhos, dos quais apenas quatro do sexo masculino levaram adiante os sobrenomes Caetano e Almeida, uma vez que não era costume atribuir sobrenomes de família aos filhos do sexo feminino.
Todas as dez filhas de Joaquim Caetano receberam sobrenomes de "Maximiana" e/ou "Jesus", alusivos ao nome da mãe, Justa Maximiana de Jesus. No entanto, há registros de que alguns netos resgatam o sobrenome Caetano de Almeida, em homenagem aos antepassados, como era comum à época.

Os vínculos entre Caetanos de Almeidae Mendes de Carvalho



Francisco Mendes de Carvalho foi casado com D. Genoveva Maria de Oliveira (1767/29/04/1848), com quem teve os seguintes filhos:
1º.  Cândida Mendes (1807), casada em 1839 com       Honório Justiniano Teixeira (1800) e
      tiveram os filhos Francisco (11), Honório (3), Ignácio (2), Mario (10), Felizarda (9).
2º.  Antônio Mendes de Carvalho (1798), casado em 1809 com Maria Clara (1809) e tiveram
      os filhos Pedro (7), Joaquim (6), Antônio (4), José (3), Cornélio (2), Francisca (13).
3º. Ignácio Mendes de Carvalho (1797), casado em 1839 com Francisca Caetano de
      São Camilo (1797) e tiveram os filhos Francisco Mendes de Carvalho (13), Izidoreo
      Mendes de Carvalho (11), Januário Mendes de Carvalho (5), Basílio Mendes de
      Carvalho (3), Joana Mendes Assumpção Camargos (17) casada com Francisco de
      Oliveira Bueno, Josefa (9) e Maria (6).
4º. Severino Mendes de Carvalho (1795), casado em 1839 com Ana Luíza de Almeida (1806)
      e tiveram os filhos Francisco Mendes Teves (18), Desiderio Mendes de Carvalho (12),
      Raimundo MC (10), Verissimo MC (9), Victor Mendes de Carvalho (5), Maria (7) e
      Cassiano Mendes de Carvalho (14).


Portanto, conforme indicam os registros acima mencionados, Joaquim Caetano de Almeida (1820-1894) era sobrinho de duas noras do Capitão Francisco Mendes de Carvalho, quais sejam, Francisca Caetano de São Camilo e Ana Luiza de Almeida. Assim, tudo indica que o seu deslocamento para a região de Carmo do Paranaíba se deveu à influência desses laços familiares.

Consta, também que seu sobrinho Eduardo José de Almeida, filho de seu irmão José Caetano de Almeida Sobrinho, teria vindo a nascer na região de Dores do Indaiá, o que mostra que em meados do século XIX parte da família já começava a deixar Lagoa da Prata, rumo ao oeste do estado. Seguindo a mesma tendência, Joaquim Caetano de Almeida Eduardo José teria se transferido para a região de São Francisco das Chagas (Rio Paranaíba), região que já abrigava as tias acima mencionadas, integrantes da família Mendes de Carvalho.

Abaixo a transcrição de parte do texto sobre a origem dessa região, extraído do livro de Waldemar de Almeida Barbosa que ficou conhecido como sua obra de maior relevância: "Dicionário Histórico Geográfico de Minas Gerais:

"Francisco Antônio de Moraes foi o verdadeiro fundador do Arraial Novo do Carmo, cujo nome foi mudado para Carmo do Paranaíba. Em 1799, obtinha ele a sesmaria do Indaiá, no meio de outros entrantes, que foram penetrando do termo de São Bento do Tamanduá. Foi aí que conheceu um dos homens importantes da Capitania, o Brigadeiro Manuel da Silva Brandão, possuidor de grandes sesmarias, nas proximidades da serra da Marcela. Casou-se com uma filha do Brigadeiro (Não se sabe se está correta essa versão). Mais tarde, estabeleceu-se na fazenda de S. Cecília, na região do Alto Paranaíba.

"Em 1835, construiu Francisco António de Morais, em suas terras, uma capela dedicada a N.Sra do Carmo. Os fazendeiros contrataram capelão. A capela fora construída de modo a, mais tarde, funcionar como capela-mor de uma igreja maior, que se haveria de edificar. Não demorou a surgir o arraial, ao redor da capela, o Arraial Novo do Carmo, como se ficou chamando. Com a denominação de Nossa Senhora do Carmo, foi a capela elevada a distrito, pela lei N9 288, de 12 de março de 1846, então no município de Araxá. Alguns anos depois, aí esteve pregando missões o Padre-Mestre Jerônimo Gonçalves de Macedo, um santo homem, que fez um apelo aos moradores do arraial e fazendeiros, para que concluíssem o templo. O pedido do missionário foi prontamente atendido. Choveram esmolas e oferendas; mas, infelizmente, um forasteiro, que se incumbira de arrecadar os bens, não era muito honesto. E o dinheiro arrecadado evaporou-se. Tentou-se nova arrecadação, mas houve natural dificuldade, cousa bem compreensível. Foi quando o tenente-coronel Elias de Deus Vieira assumiu a responsabilidade de construir o templo. Contratou um arquiteto hábil, João Guilherme Raimundo, e, em outubro de 1852, teve início a construção.

"Dois padres, que haviam adquirido a fazenda do Jacu, nas proximidades de Tiros, abriram uma espécie de Seminário, conhecido como o Seminário do Jacu. Dois filhos do cap. Francisco António de Morais lá estudaram e foram ordenados por D. Francisco, o bispo cego de Goiás. Pe. Miguel José de Morais e Pe. Manuel Francisco de Morais ordenaram-se no mesmo dia, 24 de maio de 1850. Este último, ordenado aos 22 anos de idade, veio para o Arraial Novo do Carmo e, quando foi criada a paróquia, a 5 de outubro de 1870, foi seu primeiro vigário. O distrito de Nossa Senhora do Carmo do Arraial Novo foi incorporado ao município de Santo António dos Patos pela lei N91713, de 5 de outubro de 1870.

"O arraial foi prosperando e, com a Lei Provincial nº 2306, de 11 de julho de 1876, teve sua autonomia municipal; com esta lei, foi a sede da vila transferida de São Francisco das Chagas do Campo Grande para Carmo do Arraial Novo, cuja denominação, pela mesma lei, foi mudada para Carmo do Paranaíba. A lei mineira nº 3464, de 4 de outubro de 1887, conferiu-lhe a prerrogativa de cidade. Numa informação prestada pelo então Juiz de Direito, dr. Hermenegildo de Barros, em 1893, mencionava-se o mau estado da igreja Matriz (Rev. A.P.M., IV). Essa a razão por que o primeiro vigário Pe. Manuel Francisco de Morais, já com as honras de Cônego, resolveu, nos últimos anos do século passado, dotar a terra que seu pai criara, com um novo e majestoso templo, que foi consagrado a 27 de fevereiro de 1900, por D. Eduardo Duarte e Silva. Em 1936, assumiram a paróquia os padres capuchinhos, zelosos missionários que deram impulso também à instrução na cidade. O município de Carmo do Paranaíba localiza-se no Alto Paranaíba, não longe das nascentes deste rio.

"Até o final do século passado, era comum a grafia Parnaíba; escrevia-se rio Parnaíba, Carmo do Parnaíba. A própria comarca criada pela lei N9 11, de 13 de novembro de 1891, era do Parnaíba. Houve natural reação contra essa grafia, já em nosso século, generalizando-se, então, o termo Paranaíba. (Relatório dos dois juizes de paz, João de Deus Sobrinho e Cândido José Pinto Coelho, Avulsos, A.P.M.; dr. José Mendonça, Anuário Eclesiástico da Diocese de Uberaba; Silveira Neto, História de Carmo do Paranaíba, Rev. A.P.M., IV)."




A Família de Joaquim Caetano de Almeida

(1º filho do Capitão Manoel Caetano de Almeida)


Joaquim Caetano de Almeida casou-se com Justa Maximiana de Jesus (falecida em 5/3/1926, aos 95 anos), filha de Manuel Borges Fiúza (1803-1883), esse natural de Dores do Indaiá e Francisca Floriana de Assis (1808-1883).
Sentados: os irmãos José Caetano, Antônio Caetano e
Esequias Caetano de Almeida, em foto dos anos 1960.

Abaixo a declaração de óbito de Joaquim Caetano de Almeida, feita pelo filho Miguel Caetano de Almeida:

"Que no dia vinte e três de dezembro de 1894 às 3 horas da manhã na fazenda dos Lenheiros deste distrito em casa da residência de seu pai Joaquim Caetano de Almeida, faleceu de inflamação do fígado o mesmo, com 74 anos de idade, (nascido assim em 1820) casado com Justa Maximiana de Jesus, aquele natural de Santo Antônio do Monte, casado nesta cidade, e residente neste distrito, faleceu sem testamento deixando 14 filhos os seguintes:


1º.  Leonina Maximiana de Jesus, 39, casada
2º.  Maria do Carmo Maximiana de Jesus, gêmea de Maria das Dores, 37 anos, casada;
3º.  Maria das Dores Maximiana de Jesus, gêmea de Maria do Carmo, 37 anos, casada;
4º.  Raquel Nascimento de Jesus 35,casada
5º.  Emília Maximiana de Jesus, 33 casada
6º.  Antônio Caetano de Almeida, 31 casado
7º.  Catarina Maximiana de Jesus, 29, casada
8º.  Luiza Maximiana de Jesus, 27, casada
9º.  Manoel Caetano de Almeida, 25, casado
10º. Miguel Caetano de Almeida, 23 casado
11º. Mamédia Maximiana de Jesus, gêmea de Amélia, 20 anos, casada;
12º. Amélia Maximiana de Jesus, gêmea de Mamédia, 20 anos, casada;
13º. Joaquim de Almeida Santos, 16 ano, solteiros
14º. Sabina Maximiana de Jesus, 14, solteira.


Na seqüência, Miguel declara que o seu pai era lavrador, católico e brasileiro.

O 10º filho, Miguel Caetano, declarante do óbito do pai, acima mencionado, é justamente o pai de Esequias Caetano, objeto da presente pesquisa, conforme destacaremos a seguir.

No entanto, abre-se aqui um parêntese para registrar a história de Mamédia Maximiana de Jesus, a 11ª filha, que viveu na cidade de Patos de Minas, onde veio a falecer na década de 1950, com quase 80 anos de idade.

O professor de história, Lauro Célio Goulart, bisneto de Mamédia, nos conta que a mesma foi a matriarca de numerosíssima família e que, embora não ostentasse Caetano de Almeida no nome, teria inspirado o resgate deste sobrenome em muitos de seus descendentes. Esta é uma prática, muito comum em nossa cultura, que consite em homenagear antepassados adotando-se seus nomes antigos e resgatando-se o sobrenome de família, tal como se supõe ter acontecido quando João Alfonso de Almeida, o primeiro ancestral registrado nesta pesquisa, em 1780, deu o nome ao seu filho, Manoel Caetano de Almeida, uma vez que este sobrenome tem origens mais remotas no tempo e, por óbvio, não teria sido atribuído ao acaso.

Mamédia Maximiana de Jesus ainda é muito venerada pelos seus descendentes, sobretudo devido ao exemplo de dedicação à vida, uma vez que enfrentou, resignada, os seus últimos 30 anos acometida por severa paralisia que lhe privou de praticamente todos os movimentos.

Foi mãe de quatro filhos, nascidos de seu casamento com José Joaquim Pereira: Luzia, Águida, Limírio e Virgílio, todos com sobrenome Caetano de Almeida. Dentre estes, registra-se Luzia Caetano de Almeida, de cujo casamento com José Goulart da Silveira em 1918, nasceram Gerson, Onésimo, Elzo, João, José, Antônio, Geraldo, Guiomar (todos Goulart de Almeida), além de Maria Teresa de Jesus, Maria Conceição de Almeida e Sebastiana Caetano de Almeida.

Gerson Goulart de Almeida, casado com Maria de Lourdes Martins em 1955, teve os filhos Paulo César Goulart, Mauro Sérgio Goulart, Elisa Maria Goulart, José Carlos Goulart, Leila Maria Goulart, Elaine Maria Goulart, Marisa Aparecida Goulart e Lauro Célio Goulart (1970).



A Família de Miguel Caetano de Almeida

(10º filho de Joaquim Caetano de Almeida)


O pai de Esequias Caetano de Almeida, Miguel Caetano, nasceu em 1874 (ou 1876) na cidade de Carmo do Paranaíba e viveu inicialmente na região conhecida como "areado", vindo a se mudar para a Fazenda Barreiro em 1904. Faleceu na fazenda "Lenheiros", na casa do filho Juvenato Caetano de Almeida, repentinamente, de lesão cardíaca, com 45 anos de idade, em 24/11/1919.

Foi casado com Ernestina Maria da Cruz (falecida em 31/3/1946), filha de Pedro José da Silva (1857 – 1927) e de Margarida Paula Diniz, neta paterna de Jerônimo Domingues Furtado (1824 – 1911, de Cajuru, distrito de Pitangui) e de Clemência de São José, e neta materna de Manuel Barbosa Lagares e de Norberta Paula Diniz, falecida em 28/7/1893 na casa da filha Margarida, na fazenda (Grota Formosa).

Do casamento entre Miguel Caetano de Almeida e Ernestina Maria da Cruz nasceram os seguintes filhos:
1º.  Caetana Christina de Almeida Casada com Miguel Veloso dos Reis;
2º.  Margarida Christina de Almeida;
3º.  Juvenato Caetano de Almeida, casado com Regina Maria de Almeida;
4º. Maria Caetano de Almeida, casada;
5º. Miguel Caetano de Almeida Júnior, casado com Clotilde;
6º.  Joaquim Caetano de Almeida Sobrinho;
7º.  João Vicente de Almeida, casado com Inhana de Almeida;
8º.  Antônio Caetano de Almeida, casado com Augusta;
9º.  José Caetano de Almeida, casado com Geralda Barbosa de Almeida;
10º. Luzia Caetano de Almeida;
11º. Justa Caetano de Almeida;
12º. Ana Justa de Almeida;
13º. Esequias Caetano de Almeida, casado com Isaltina Barbosa Ribeiro;
14º. Albertina Caetano de Almeida, casado com Waldemar Ribeiro de Almeida;
15º. Juvenal Caetano do Divino, casado com Helena Barcelos de Almeida;


A Família de Esequias Caetano de Almeida

(13º filho de Miguel Caetano de Almeida)


Casamento de Esequias e Isaltina, em 1938.
Esequias Caetano de Almeida nasceu em 07/04/1915, na Fazenda Barreiro, município de Carmo do Paranaíba, e faleceu em 06/10/1984 na mesma cidade. Viveu praticamente toda a sua vida na mesma fazenda onde nasceu, localizada nas proximidades do distrito de Quintinos. Essa fazenda foi adquirida pelo seu pai, Miguel Caetano, em 1904, de quem herdou a a parte que continha a sede e, em seguida, Esequias adquiriu várias partes de de outros irmãos herdeiros, onde constituiu e criou sua numerosa família composta por 17 filhos legítmos, além de outros dois de criação.

Esequias foi casado com Isaltina Barbosa Ribeiro (falecida em 1/4/1975), filha de Jorcelin Barbosa Ribeiro e Manuela do Amor Divino.

Desse casamento nasceram os seguintes filhos:
1º.    Dalca Caetano de Almeida, casada com Lázaro Alves de Oliveira;
2º.    Pedro Paulo de Almeida, casado com Doralice Lagares de Almeida;
3º.    Néder José de Almeida, casado com Sheila Maria Barcelos de Almeida;
4º.    Ronan José de Almeida, casado com Sônia Teixeira de Almeida;
5º.    José Orlando de Almeida, casado com Maria Sílvia de Melo Almeida;
6º.    César Caetano de Almeida, casado com Leda Maria de Almeida;
7º.    Dulce Maria de Almeida Veloso, divorciada de Lázaro José Veloso;
8º.    Jader Saint'Clair de Almeida, casado com Gisela Cristina de Almeida;
9º.    Aluísio Fernando de Almeida, divordiado de Maria Angélica de Almeida;
10º.  Tarcísio Magno de Almeida, casado com Vera de Almeida;
11º.  Márcio Roberto de Almeida, casado com Patrícia Alessandra Pereira de Almeida;
12º.  Laís Hlelena de Almeida, divorciada de Francisco da Silva;
13º.  Rosângela de Fátima Almeida;
14º.  Marcos Valério de Almeida, casado com Maria Silva de Almeida;
15º.  Cássio William de Almeida;
16º.  Tânia Regina de Almeida, Casada com Renato Gotardo;
17º.  Léa Sandra de Almeida, casada com Javarone Silva.


Além dos filhos legítimos acima relacionados, ainda foram criados por Esequias Caetano de Almeida:
18º.    Marieta Timóteo (a Tôca),
19º.   Onésio Ramiro Pimenta.

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(Pesquisa Consolidada por Márcio Almeida - marcio@caetanoalmeida.com.br)

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2) Pessoas não convidadas terão acessoa apenas
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11 comentários:

Anônimo disse...

Olá Márcio, sou Joaquim Caetano de Almeida, nascido em Mossâmedes-GO, tenho 58 anos e conheço um pouco da origem de minha família, que veio do Estado de São Paulo para Goiás, em inícios do século XIX. A minha família é uma das maiores da microregião do Matogrosso Goiano, nas cidades de Mossâmedes, Anicuns, São Luiz dos Montes Belos, Goiás Velho e Sanclerlândia, e aqui na Capital do Estado (Goiânia). Foram grandes fazendeiros oriundos de SP que adentraram no sertão goiano (no centro do Estado de Goiás)e desbravaram a microregião criando fazendas. No entanto, hoje temos a família muito ramificada e mesclada com outras grandes famílias tradicionais do Estado, notadamente com os Ludovico de Almeida, os Xavier de Almeida, os Alves de Almeida e os Caetano Fernandes. Aí em Brasília temos o desembargador e ex-presidente do Tribunal de Justiça de Brasília Dr. Natanael Caetano Fernandes. Na família temos médicos, odontólogos, advogados (como eu), juízes, engenheiros, além de outras profissões. Se tiver interesse posso dar mais informações, se lhe interessar. anote o meu e-mail: adv.joaquim.ca@gmail.com. Tenho um filho (Victor V. Caetano de Almeida) que trabalha aí em Brasília (Engenheiro Civil), trabalha na Receita Federal (Analista de Tributos). Abraços.

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

tres interessant, merci

Anônimo disse...

Reflexão deveras interessante neste blog, post assim dignificam aos que observar neste blog !!!
Dá muito mais deste web site, aos teus amigos.

Anônimo disse...

Rapaz, olha so acabei encontrando um parente comentando aqui no blog!!! Eu sou de anicuns, e tava dando uma olhada aqui na internet sobre a nossa família!! Sou neto do falecido Jose Caetano de Almeida Primo, e sobrinho do Dr. Antero Caetano de Almeida.

Jordano Guimarães disse...

Olá Márcio,
Lendo o post, no tópico "Caetano de Almeida: Origem", sobre os sobrenomes toponímicos, você cita "Ferreira Guimarães". Meu sobrenome é "Ferreira Guimarães" e também sou natural de Carmo do Paranaíba. Sou bisneto de Alvaro Ferreira Guimarães (ZICO DA UZINA) e de acordo com relatos de parentes mais velhos, também posso ser descendente dos Moraes, 'fundadores' da cidade. Enfim, você tem alguma informação sobre os 'Ferreira Guimarães' de Carmo do Paranaíba?

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Ola pessoal eu sou da familia moraes fundadores de carmo eu gostaria de saber se tem algunha historia da familia meu tataravo era o capitao francisco de moraes eu gostaria de ver algunha fotos dele adim eu ja vi mais eu era crianca e nao alenbro muinto so alenbro da minha vo geralda fereira de morais q morava n fazenda santa cecilia contava as historia para agente .oObrigada

Paulo Francisco disse...

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Anônimo disse...

Eu nao tinha a menor ideia de onde teria vindo o sobrenome de meu pai e de como o meu se transformaria depois de casada,meu pai nao e de minas, mas seus pais sim,ele tem como sobrenome Xavier de Almeida,o sobrenome de minha mae de solteira era moraes maciel.Mudando depois de casa para maciel de almeida,meumantigo nome de solteira,me casei e meu marido tem como sobrenome Caetano,hoje sou de Almeida Caetano,descobri que sou 3 em 1kkkk.

josé ozório caetano disse...

mEU NOME É jOSÉ oZÓRIO cAETANO, SOU FILHO DE oZÓRIO cAETANO DA cRUZ, NATURAL DE cAMPO aLEGRE (dORES DO iNDAIÁ) E MEU AVÔ PATERNO ERA JOAQUIM DE ARAÚJO .cAETANO nASCI EM eSTRELA DO iNDAIÁ, APESAR DE FILHO DE DORENSES E DE TODA MINHA FAMILIA SER DE dORES DO iNDAIÁ.
qUEM QUISER SE COMUNICAR COMIGO, PODE FAZÊ-LO PELO EMAIL CAETANO.JOC@GMAIL.COM.

tENHO UMA IRMÃ QUE AINDA MORA EM dORES, É A CONHECIDA d.bRANCA cAETANO gUIMARÃES.